Semestre
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DISCIPLINA
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01/2016
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Política V –
Política Brasileira Contemporânea
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PROFESSOR
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E-mail
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Ailton Laurentino
Caris Fagundes
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CURSO
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Período
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Ciências Sociais
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Matutino
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Lasciate ogne
speranza, voi ch'intrate
. Ementa
A política brasileira
pós-64. Extensão da capacidade regulatória do estado. A regulação dinâmica do
legislativo e do judiciário. As redefinições do sistema partidário. Estado e
mecanismos de repressão política. Formas de resistência à política autoritária.
Autoritarismo e crescimento econômico. Abertura política, ativação das
perspectivas da oposição e pluripartidarismo. A emergência da sociedade.
Perspectivas atuais da política brasileira.
. Objetivos
O curso se dedica
principalmente à análise do processo político brasileiro, com ênfase no estudo
das instituições políticas, no período que vai do pós-guerra à atualidade,
passando pela experiência democrática de 1946 a 1964, o regime autoritário de
1964 a 1985, e, finalmente, a construção e operação do regime democrático
inaugurado em 1988. A dinâmica do curso será analítica e temática. Serão
mobilizadas as explicações correntes sobre as dimensões do sistema político
brasileiro, não sem reproduzir as controvérsias existentes no interior da
ciência política dedicada ao exame do funcionamento de nossas instituições.
. Programa
Golpe de Estado de 1964.
Estado e governo na ditadura militar. Abertura e transição. Redemocratização e
nova república. A crise econômica do desenvolvimentismo. O governo Collor.
Liberalismo e desenvolvimentismo no Brasil dos anos 90. O debate sobre
instituições políticas e gestão de governo. Brasil hoje: política e economia.
As bases institucionais do presidencialismo de coalizão. Executivo e
legislativo na nova ordem constitucional.
. Aulas
1. Apresentação do curso e
programa. As relações entre ciência política, economia, história e sociologia
nas análises institucionais e na política brasileira contemporânea.
2. O Golpe de Estado de
1964. SOARES, Gláucio. O Golpe de 64. In. 21
anos de regime militar: balanços e perspectivas. Rio de Janeiro: Editora
Fundação Getúlio Vargas, 1994. (pags 9 a 48). http://cpdoc.fgv.br/producao_intelectual/arq/171.pdf
3. O Golpe de Estado de
1964. STEPAN, Alfred. Os militares na
política: as mudanças de padrões na vida brasileira. Rio de Janeiro:
Artenova, 1975. FAGUNDES, Ailton Caris. Do golpe à ditadura: a doutrina de
segurança nacional e a construção do regime militar. Opsis, v.
14, n° 1, p. 60-78, 2014. http://revistas.ufg.emnuvens.com.br/Opsis/article/view/28656/17885#.VxBWmvkrLIU
4. Ditadura militar.
MARTINS, Carlos Estevan e CRUZ, Sebastião Velasco. De Castello a Figueiredo: uma incursão na pré-história da abertura.
São Paulo: Editora Brasiliense, 1983.
https://politica3unifesp.files.wordpress.com/2013/01/velasco-e-cruz-de-castello-a-figueiredo.pdf
5. Ditadura militar.
MARTINS, Carlos Estevan e CRUZ, Sebastião Velasco. De Castello a Figueiredo: uma incursão na pré-história da abertura.
São Paulo: Editora Brasiliense, 1983. https://politica3unifesp.files.wordpress.com/2013/01/velasco-e-cruz-de-castello-a-figueiredo.pdf
6. Abertura e transição.
LAMOUNIER, Bolívar. A democracia brasileira de 1985 à década de 1990: a
síndrome da paralisia hiperativa. In.
João Paulo Reis Velloso (org.) Governabilidade,
sistema político e violência urbana. Rio de Janeiro: Editora José Olímpio,
1994.
7. Nova república:
LAMOUNIER, Bolívar. A democracia brasileira de 1985 à década de 1990: a
síndrome da paralisia hiperativa. In. J. P. Reis Velloso (org.) Governabilidade, sistema político e
violência urbana. Rio de Janeiro: José Olímpio, 1994.
8. A crise do
desenvolvimentismo. BRESSER-PEREIRA, Luiz Carlos. Crise econômica e reforma do Estado no Brasil: para uma nova
interpretação. São Paulo: Editora 34, 1996. http://bibliotecadigital.fgv.br/dspace/bitstream/handle/10438/1918/TD52.pdf?sequence=1
A questão democrática:
KINZO, Maria D’Alva G. A democratização brasileira: um balanço do processo
político desde a transição. São Paulo em
Perspectiva, vol.15, n°4. São Paulo, 2001.
http://www.scielo.br/pdf/spp/v15n4/10367.pdf
9. O governo Collor.
LAMOUNIER, Bolívar. Estrutura institucional e governabilidade na década de 90.
In. João Carlos Reis Velloso (org.) O Brasil
e as reformas políticas. José Olímpio, 1992.
http://www.fflch.usp.br/dcp/assets/docs/BibliografiaSelecaoPos/LAMOUNIER_1992.pdf
CODATO, Adriano Nervo. Uma
história política da transição brasileira: da ditadura militar à democracia. Revista de Sociologia e Política, vol.1,
n° 25. Curitiba, 2005. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-44782005000200008&lang=pt
10. Governo Fernando Henrique:
SALLUM Jr., Brasilio. Liberalismo e desenvolvimentismo no Brasil dos anos 90.
In: ARBIX, Glauco et. al. (Org.). Razões
e ficções do desenvolvimento. 1ª ed. São Paulo: Edusp, 2001. http://www.bresserpereira.org.br/terceiros/cursos/2015/Sallum-Liberalismo-desenvolvimenstismo.pdf
11. Governo Fernando
Henrique: PALERMO, Vicente. Como se governa o Brasil? O debate sobre
instituições políticas e gestão de governo. In. Revista Dados, v. 43(3), p. 521-557.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0011-52582000000300004&lng=en&nrm=iso&tlng=pt
12. Lula. SALLUM Jr., Brasilio;
KUGELMAS, Eduardo. Sobre o modo Lula de governar. In: Brasílio Sallum Junior.
(Org.). Brasil e Argentina hoje: política
e economia. Bauru: Edusc, 2004. SALLUM Jr., Brasilio. A crise do governo
Lula e o déficit de democracia no Brasil. In Bresser Pereira, Luiz Carlos
(org.). A Economia Brasileira na
encruzilhada. São Paulo, Editora FGV, 2006. P: 234-256. http://sociologia.fflch.usp.br/sites/sociologia.fflch.usp.br/files/Brasilio_A%20crise.pdf
13. Lula. LIMONGI, Fernando
e FIGUEIREDO, Argelina. As bases institucionais do presidencialismo de
coalizão. In. Executivo e legislativo na
nova ordem constitucional. Rio de Janeiro: Ed. FGV, cap.1, 1999. http://www.scielo.br/pdf/ln/n44/a05n44.pdf.
MARTINS, José Souza. A reinvenção dos dois Brasis (2008-2009). In. Do PT das
lutas sociais ao PT do poder. São Paulo: Contexto, 2016.
14. Lula. SINGER, André.
Raízes sociais e ideológicas do lulismo. Novos
Estudos Cebrap, n° 85, 2009. Disponível
em: http://www.scielo.br/pdf/nec/n85/n85a04.pdf. MARTINS, José Souza. O fim do proletariado
mítico (2009-2015). In. Do PT das lutas
sociais ao PT do poder. São Paulo: Contexto, 2016.
15. Instituições políticas
brasileiras: seminários de pesquisa. Avaliação.
. Avaliação
Método: As
sessões semanais da disciplina estão divididas em aulas expositivas e
seminários de leitura. A leitura da bibliografia é fundamental para o bom
acompanhamento das aulas, a participação nos seminários e a realização das provas.
Cada aluno deverá entregar quatro resenhas (de três textos a serem escolhidos
entre os obrigatórios e um de um dos filmes recomendados), realizar quatro
provas (duas com questões dissertativas e duas com questões assertivas),
apresentar um seminário e ainda um trabalho monográfico de final de curso.
Critério: A
média final (ponderada) será composta a partir das notas obtidas nas atividades
obrigatórias da disciplina: duas provas escritas (uma no meio e outra no final
do semestre), duas provas de testes, as quatro resenhas, o seminário e a
monografia. As provas serão individuais e sem consulta, quer a livros, quer a
anotações.
. Seminários
Cada discente apresentará um seminário baseado em
um dos textos obrigatórios do curso e definido nas primeiras aulas. Cada
apresentação de seminário deverá ter entre 25 e 35 minutos nos quais deverão
ser apresentados: a questão fundamental do texto e seu desenvolvimento, os
argumentos centrais que a explicam, um breve resumo das possibilidades de interpretação
do problema, os principais argumentos e dados que as justificam além do
levantamento de uma questão importante e sua respectiva resposta a partir do
que é apresentado pelos autores estudados.
. Monitoria
O
professor estará à disposição dos alunos para eventuais dúvidas ou questões
referentes à disciplina nas tardes de terça e quarta-feira, das 15h às 17h,
sempre que não houver outra atividade programada tais como reuniões de
departamento ou do colegiado. Pede-se que, sempre que possível, o discente
entre em contato com alguma antecedência, seja por mensagem eletrônica ou
pessoalmente ao término da aula.
. Bibliografia
BRESSER-PEREIRA, Luiz C. Crise econômica e reforma
do Estado no Brasil: para uma nova interpretação da América Latina. São Paulo:
Editora 34, 1996.
LAMOUNIER, Bolívar. A democracia brasileira de 1985
à década de 1990: a síndrome da paralisia hiperativa. In. J. P. Reis Velloso
(org.) Governabilidade, sistema político e violência urbana. Rio de Janeiro:
José Olímpio, 1994.
LAMOUNIER, Bolívar. Estrutura institucional e
governabilidade na década de 90. In. J. P. Reis Velloso (org.) O Brasil e as
reformas políticas. Rio de Janeiro: José Olímpio, 1992.
LIMONGI, Fernando e FIGUEIREDO, Argelina. Executivo
e legislativo na nova ordem constitucional. Rio de Janeiro: Editora Fundação
Getúlio Vargas, 1999.
MARTINS, Carlos E. e CRUZ, Sebastião Velasco. De
Castello a Figueiredo: uma incursão na pré-história da abertura. São Paulo:
Brasiliense, 1983.
MARTINS, José Souza. Do PT das lutas sociais ao PT
do poder. São Paulo: Contexto, 2016.
PALERMO, Vicente. Como se governa o Brasil? O
debate sobre instituições políticas e gestão de governo. In. Dados, v. 43(3),
p. 521-557.
SALLUM Jr., Brasilio. Liberalismo e desenvolvimentismo
no Brasil dos anos 90. In: Arbix, Glauco et. al. (Org.). Razões e ficções do
desenvolvimento. 1ª ed. São Paulo: Edusp, 2001.
SALLUM Jr., Brasilio; KUGELMAS, Eduardo. Sobre o
modo Lula de governar. In: Brasílio Sallum Junior. (Org.). Brasil e Argentina
hoje: política e economia. Bauru: Edusc, 2004.
SINGER, André. Os sentidos do lulismo: reforma
gradual e pacto conservador. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.
SOARES, Gláucio. O Golpe de 64. In. 21 anos de
regime militar: balanços e perspectivas. Rio de Janeiro: Editora FGV, 1994.
STEPAN, Alfred. Os militares na política: as
mudanças de padrões na vida brasileira. Rio de Janeiro: Artenova, 1975.
. Bibliografia complementar
ALMEIDA, Alberto C. (2014).
A cabeça do brasileiro. Rio de Janeiro: Record.
CARVALHO, José Murilo de.
(2001) A Cidadania no Brasil: o longo caminho. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira.
FAUSTO, Boris (1996).
História do Brasil. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo: Fundação
Desenvolvimento da Educação.
FIGUEIREDO, Argelina
Cheibub. (1993). "Introdução " in Democracia ou reformas?
Alternativas democráticas à crise política: 1961-1964. São Paulo, Paz e Terra.
págs 21-34.
FIGUEIREDO, Argelina
Cheibub. (1993). Democracia ou reformas? Alternativas democráticas à crise
política: 1961-1964. São Paulo: Paz e Terra. Págs 21-34 e 113-130.
FIGUEIREDO, Argelina e
LIMONGI, Fernando (1999) Executivo e Legislativo na nova Ordem Constitucional.
Rio de Janeiro: Editora FGV, 1999. Cap2, págs 41-72).
KINZO, Maria D´Alva. (2004).
“Partidos, eleições e democracia no Brasil Pós-1985.” In Revista Brasileira de
Ciências Sociais, n. 54, vol. 19.
KINZO, Maria D'Alva Gil.
(1993). "Os partidos políticos brasileiros: fazem eles alguma
diferença?" Radiografia do quadro partidário brasileiro. São Paulo,
Fundação Konrad Adenauer.
LAMOUNIER, Bolívar e
MENEGUELLO, Rachel. (1986), Partidos políticos e consolidação democrática: o
caso brasileiro. São Paulo, Brasiliense.
LAMOUNIER, Bolívar. (1992),
"Estrutura institucional e governabilidade na década de 1990", in
Reis Velloso (org.), O Brasil e as reformas políticas, Rio de Janeiro, José
Olympio.
LAVAREDA, Antônio. (1991). A
Democracia nas Urnas - O Processo Partidário-eleitoral Brasileiro, Rio de
Janeiro, IUPERJ/ Rio Fundo Editora, Cap.1, págs. 19-32.
LIMONGI, Fernando. A
Democracia no Brasil. São Paulo: Revista Novos Estudos. CEBRAP, v. 76, p.
17-41, 2006.
LIMONGI, Fernando; FIGUEIREDO,
A. “Processo orçamentário e Comportamento Legislativo: Emendas Individuais,
apoio ao Executivo e Programas de Governo”. Dados, v. 48.
MAINWARING, Scott (1991) Políticos,
Partidos e Sistemas Eleitorais. In. São Paulo: Novos Estudos CEBRAP 29.
MAINWARING, Scott. (2001).
Sistemas Partidários em Novas Democracias – o Caso do Brasil. Rio de Janeiro.
Editora da FGV. 2001. Caps4 e 5, págs. 127-221.
MENEGUELLO, Rachel e Bolívar
Lamounier. Partidos políticos e consolidação democrática: o caso brasileiro. –
São Paulo: Brasiliense, 1986.
NICOLAU, Jairo e Schmitt,
Rogério. (1995). “Sistema Eleitoral e Sistema Partidário”, in: Lua Nova, n. 36,
págs. 129-147
NOVAIS, Fernando e João M.C.
Mello. Capitalismo tardio e sociabilidade moderna. In. SCHWARCZ, Lilia (org.).
História da vida privada no Brasil, vol. 4. São Paulo: Companhia Letras, 1998.
NUNES, Edson. (1997). A
gramática política do Brasil: clientelismo e insulamento burocrático. Rio de
Janeiro/Brasília, Jorge Zahar/ENAP, Cap.3, págs. 47-66
REGO, José M. e Rosa Maria
Marques (org.). (2003). Formação econômica do Brasil. São Paulo: Editora
Saraiva.
SALLUM JR, Brasílio (1988). Por
que não tem dado certo: Notas sobre a transição política brasileira in O Estado
da Transição: Política e Economia. SOLA, L. (org) São Paulo, Vértice.
SANTOS, Wanderley G. 1986. Introdução à crise
brasileira do início da década de 60. In. Sessenta e quatro: anatomia da crise.
São Paulo: Vértice.
SCHIMITT, Rogério (2000)
Partidos Políticos no Brasil (1945-2000), Rio de Janeiro, Zahar
SOUZA, Maria do Carmo
Campello. (1976) Estado e Partidos Políticos no Brasil (1930 a 1964). São Paulo:
Alfa-Ômega.
STEPAN, Alfred (org.) (1988)
Democratizando o Brasil. Rio de Janeiro, Paz e Terra, págs 83-134.
Professor
Dr. Ailton Laurentino Caris Fagundes
Curso de Ciências Sociais
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Filosofia para Ciências Sociais
Filosofia para Ciências Sociais
Semestre
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DISCIPLINA
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01/2016
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Filosofia
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PROFESSOR
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E-mail
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Ailton Laurentino Caris Fagundes
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CURSO
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Período
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Ciências Sociais
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Matutino
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Lasciate
ogne speranza, voi ch'intrate
. Ementa
. Objetivos
O curso buscará oferecer
subsídios para o questionamento da sociedade contemporânea, e das relações
sociais que ela apresenta, através dos seus valores, bem como buscar despertar
uma visão crítica de nossa existência enquanto ‘homens burgueses’, preocupados
com nossos objetivos egoístas e imediatos, presos na cadeia da produção e do
consumo e da satisfação das necessidades e dos desejos materiais. A intenção é
usar a filosofia para que os alunos de Ciências Sociais possam alargar suas
capacidades de enxergar e avaliar o mundo social a partir de alguns dos elementos
que o compõe, usando para tanto aquilo que os cientistas sociais convencionaram
chamar olhar sociológico. As aulas
deverão ser direcionadas no sentido de levar os alunos a questionamentos sobre
a sua própria realidade – desmistificando-a; o elemento fundamental a ser
questionado será, no seu sentido weberiano, os valores, que estão por traz de nossas ações; na intenção de entender
os pilares ideológicos que sustentam a nossa moral, nossas instituições e nosso
comportamento. A maior importância da disciplina não está, portanto, no seu
conteúdo mas no desenvolvimento desse olhar.
. Programa
A vida gregária burguesa e a racionalidade instrumental que a sustenta
significam a última clausura do indivíduo, preso às futilidades cotidianas, na
qual o homem se torna espectador do mundo, refém das necessidades imediatas
ditadas pela lógica da produção e do consumo. O curso, baseado em críticas do
pensamento de pensadores como Sócrates, Descartes, Schopenhauer, Nietzsche e Sartre,
sobre esse destino que transforma a vida cotidiana numa prisão de ferro, busca
oferecer subsídios para o questionamento da sociedade contemporânea através de
seus valores, assim como uma crítica da nossa existência enquanto burgueses,
preocupados com seus objetivos mesquinhos e imediatos, e do homem egoísta preso
na cadeia da produção e consumo, enfim, com a satisfação dos desejos materiais.
Essa condição da modernidade significa o cerceamento das possibilidades de
escolhas individuais e da dotação de sentido a uma forma de vida cada vez mais
atrelada às necessidades exteriores.
. Aulas
1. Apresentação.
Os campos de estudo da filosofia. O homem e a cultura.
2.
A formação dos papéis e valores. Dúvidas e
verdades. Sócrates, Platão.
3.
Conhecimento, informação e ação humana. Aristóteles,
Epicuro, Pirro.
4.
Compreensões sobre acerca da natureza humana:
Maquiavel, Hobbes.
5.
Razão e experiência, nascimento das ciência
moderna: Descartes, Locke.
6.
O universo da escolhas: entre razões paixões:
Voltaire e Schopenhauer.
7.
O politeísmo de valores e os possíveis sentidos
da vida. Pascal, Kierkgaard
8.
Para além do bem e do mal: os limites do agir. Agostinho,
Nietzsche.
9.
Política e liberdade: entre a ideologia e o
poder. Rousseau, Mill, Marx.
1. O animal humano e a domesticação do corpo.
Darwin, Freud
1. Linguagem, comunicação e ideologia. Russell,
Wittgenstein, Ayer.
1. Liberdade ou igualdade: a morte do sujeito.
Sartre, Beauvoir, Camus, Arendt
1. A fabricação dos consensos: as ideologias e o
poder. Popper, Kuhn.
1. Ética: consequência, convicção e
responsabilidade. Benthan, Rawls, Singer.
1. Filosofia: como reaprender a perceber o mundo.
Novas e velhas questões.
.. Segunda
avaliação. Entrega dos trabalhos finais.
. Avaliação
Método: As
sessões semanais da disciplina estão divididas em aulas expositivas e
seminários de leitura. A leitura da bibliografia, os textos obrigatórios, é
fundamental para o bom acompanhamento das aulas, a participação nos seminários
e a realização das provas. Cada aluno deverá entregar quatro resenhas (de três
textos a serem escolhidos entre os obrigatórios e um de um dos filmes recomendados),
realizar quatro provas (duas com questões dissertativas e duas com questões
assertivas), apresentar um seminário e ainda um trabalho monográfico de final
de curso.
Critério: A
média final (ponderada) será composta a partir das notas obtidas nas atividades
obrigatórias da disciplina: duas provas escritas (uma no meio e outra no final
do semestre), duas provas de testes, as quatro resenhas, a participação nos
seminários e a monografia. As provas serão individuais e sem consulta, quer a
livros, quer a anotações.
. Seminários
Cada discente apresentará um seminário baseado em um dos textos
obrigatórios do curso e definido nas primeiras aulas. Cada apresentação de
seminário deverá ter entre 15 e 20 minutos nos quais deverão ser apresentados: o
autor escolhido, a questão fundamental do texto e seu desenvolvimento, os
argumentos centrais que a explicam, um breve resumo das possibilidades de
interpretação do problema, os principais argumentos e dados que as justificam
além do levantamento de uma questão importante e sua respectiva resposta a
partir do que é apresentado pelos autores estudados.
. Monitoria
O professor estará à disposição
dos alunos para eventuais dúvidas ou questões referentes à disciplina nas
tardes de terça e quarta-feira, das 15h às 17h, sempre que não houver outra
atividade programada tais como reuniões de departamento ou do colegiado.
Pede-se que, sempre que possível, o discente entre em contato com alguma
antecedência, seja por mensagem eletrônica ou pessoalmente ao término da aula.
. Bibliografia
ADORNO,
Theodor. Educação e emancipação. – São Paulo: Paz e Terra, 1995.
ARANHA, M.
& MARTINS, M. Filosofando: introdução à filosofia. São Paulo: Moderna,
2012.
CAMUS,
Albert. O homem revoltado. – São Paulo: Martins Fontes, 2000.
CHAUI,
Marilena. Convite à filosofia. – São Paulo: Editora Ática, 1997.
DESCARTES,
René. Meditações. – São Paulo: Martins Fontes, 2000.
MAGEE,
Bryan. História da filosofia. – São Paulo: Loyola, 1999.
NIETZSCHE,
Friedrich. Obras incompletas. Os pensadores. – São Paulo: Nova Cultural, 1999.
REALI, G.
& ANTISERI, R. História da filosofia. São Paulo: Paulus, 1991.
SINGER,
Peter. Ética prática. – São Paulo: Martins Fontes, 1996.
WEBER, Max.
Ensaios de sociologia. – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1982.
WARBURTON,
Nigel. Uma breve história da filosofia. – Porto Alegre: L&PM, 2015.
Professor Dr.
Ailton Laurentino Caris Fagundes
Curso de Ciências
Sociais
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Política II - Teoria Política Moderna
.
Política II - Teoria Política Moderna
.
TEORIA POLÍTICA MODERNA
.
PROGRAMA DE DISCIPLINA
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Política II - Teoria Política Moderna
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PROFESSOR RESPONSÁVEL
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Ailton Laurentino Caris Fagundes
|
1 – EMENTA:
Maquiavel e o pensamento político.
Contratualismo. Formação do Estado nação. Pensamento político liberal.
Democracia representativa e tirania da maioria. Liberalismo, constitucionalismo e republicanismo. Revoluções burguesas e a construção das teorias conservadora, liberal e socialista. O contratualismo e a construção dos direitos do homem.
2 – OBJETIVO:
O curso possui como objetivo proporcionar uma visão abrangente de algumas das idéias e doutrinas fundamentais dos clássicos da teoria política e alguns dos seus desdobramentos para o entendimento de questões e concepções contemporâneas. Buscar-se-á, paralelamente, uma reflexão acerca de alguns dos conceitos mais importantes da política – como Estado, governo, autoridade, legitimidade, representação, igualdade e liberdade – seus usos possíveis.
3 – CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
——. Maquiavel: as origens do pensamento político moderno.
——. As teorias políticas contratualistas e suas bases históricas.
——. Thomas Hobbes: direitos naturais, contrato social e soberania.
——. John Locke: os fundamentos do liberalismo clássico.
——. Rousseau: estado de natureza, estado civil e soberania.
——. As Revoluções Burguesas e a construção do liberalismo.
——. Contratualismo e a construção dos direitos do homem.
——. Montesquieu: o homem, as leis e a natureza das coisas
——. Os artigos federalistas: separação de poderes e natureza humana.
——. Burke: contra a revolução as bases do conservadorismo.
——. Tocqueville: a democracia entre a liberdade ideal e a igualdade real.
——. Benjamin Constant: uma defesa do liberalismo político.
——. Stuart Mill: a liberdade do indivíduo e os limites da autoridade.
——. Karl Marx: a construção do pensamento socialista.
——. Análise de conceitos: liberalismo, constitucionalismo, republicanismo.
4 – METODOLOGIA
Diante do duplo objetivo do curso e do tempo exíguo, a disciplina exige uma carga significativa de leitura. As aulas serão expositivas com abertura para a discussão dos textos, de leitura obrigatória. Cada semana do curso será dedicada a um determinado tema e autor. Haverá seminários, com grupos previamente definidos, e avaliações escritas individuais ao longo do semestre letivo. Os alunos lerão trechos dos autores clássicos com o apoio de bibliografia complementar.
5 – FORMAS DE AVALIAÇÃO
Será considerado o desempenho individual em atividades escritas [provas e resenhas] bem como o discernimento e a capacidade argumentativa nos seminários.
6 – BIBLIOGRAFIA BÁSICA
——. Maquiavel
.Maquiavel, O Príncipe.
——. Thomas Hobbes
.Hobbes, Leviatã, Parte I, cap. X a XVI. Parte II, caps. XVII a XIX, XXI, XXVI, XXIX e XXX.
——. John Locke
. Locke, Segundo Tratado sobre o Governo, caps. I a X. Segundo Tratado, caps. XI a XIX.
——. Montesquieu
. Montesquieu, O Espírito das Leis. Livros I a V, VIII, XI, XII, XIV, XIX e XX.
——. Jean-Jacques Rousseau
. Rousseau, O Contrato Social, Livros I e IV. Discurso sobre a Origem da Desigualdade, Parte I.
——. Edmund Burke
. Burke. Reflexões sobre a Revolução em França. Páginas 47 a 90, 100 a 113, 154 a 168.
——. Alexis Tocqueville .
. Tocqueville. A Democracia na América. Livro I, Parte I, Intro., II, III, IV, Parte II, I a V, VII, VIII
——. Benjamin Constant.
. Constant. A Liberdade dos Antigos Comparada a dos Modernos.
——. Stuart Mill.
. Mill. Sobre a liberdade, caps. I a IV. Considerações sobre o governo, I a VIII, XIV, XVI e XVII.
——. Karl Marx
.Karl Marx. Manifesto do Partido Comunista.
7 – BIBLIOGRAFIA AUXILIAR
ARON, R. As etapas do pensamento sociológico. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
BOBBIO, N. et alli. Dicionário de política. Brasília: editora UnB, 1998.
BOBBIO, N. et alli. Dicionário de política. Brasília: editora UnB, 1998.
CHÂTELET, F. et alii. História das idéias políticas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2000.
CHEVALLIER, J.-J. História do pensamento político. Rio de Janeiro: Zahar, 1982.
GETTEL, R. Locke. In. História das idéias políticas. Lisboa: Editorial Inquérito, 1950.
MINOGUE, K. Política, uma brevíssima introdução. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008.
PISIER, E. História das ideias políticas. São Paulo: Manole, 2004.
MINOGUE, K. Política, uma brevíssima introdução. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008.
PISIER, E. História das ideias políticas. São Paulo: Manole, 2004.
QUIRINO, C. et alli. O pensamento político clássico. São Paulo, TA Queiroz, 1980.
VINCENT, A. Ideologias políticas modernas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1995.
WEFFORT, F. (org.) Os clássicos da política. São Paulo: Ática, 1994.
WEFFORT, F. (org.) Os clássicos da política. São Paulo: Ática, 1994.


