Um homem só é homem diante da guerra! Somente com armas em punho e possibilidade de ser cruel e violento sem temer represálias é que ele pode ser aquilo que realmente é. Quando se pode receber condecorações por ser desumano e ser condenado por sentir piedade, quando se pode conseguir honra e glória por matar, quando compaixão vira sinônimo de covardia e quando se tem salvo conduto para praticar crimes e para reduzir o outro a lixo, somente nesses casos é que podemos conhecer o valor de um homem, suas convicções mais profundas e a natureza dos seus sentimentos. Nessa situação, no momento da guerra em que o poder está em suas mãos é se pode medir o quanto se é efetivamente humano. E isso é para poucos, bem poucos. A história mostra que a bestialidade é a regra, que a crueldade e a violência são quase inseparáveis e estão mais próximas a cada um de nós do que jamais assumiríamos; foi assim na Alemanha nazista, em Ruanda e no genocídio armênio, na guerra da Bósnia e no Camboja; foi assim sempre. Cada um de nós que se autoengana com a própria aparência de bondade se esquece que no fundo somos animais brutos que se escondem sob um verniz fino e opaco chamado civilização. Continue lendo
