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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Colheita maldita

Colheita maldita
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Qual o peso de um político que se torna o principal líder da oposição  e que numa única eleição recebe mais de quarenta milhões de votos? Facilmente poderíamos dizer que seu peso é enorme, não fosse esse político José Serra. Mesmo obtendo mais de 40% dos votos nas últimas eleições presidenciais o tucano saiu fragilizado da campanha, foi abandonado pelo seu partido, que não o deseja para 2014 e só tem espaço na mídia quando aparece em velórios ou dá palpites furados sobre o Palmeiras, seu time. Não foi a campanha patética, que conseguiu desagradar mais os aliados que os inimigos, que tirou Serra do jogo, foi o seu projeto pessoal auto-centrado: Serra confia nele e em mais ninguém e por isso quer ter as rédeas do jogo e o poder concentrado em suas mãos; tudo o que os seus possíveis aliados não querem. A política não é o terreno onde se cultiva amizades mas onde se plantam alianças para se colher benefícios; Serra não cultiva amizades, não planta alianças, o estranho é entender como chegou a ser o líder da oposição – o que só é possível num partido de caciques. Se o jogo eleitoral está aberto, para a oposição ele é carta para uma outra jogada, seu caminho mais provável seria o da disputa pela prefeitura de São Paulo, onde ainda até poderia entrar como franco favorito – apesar da alta taxa de rejeição e independentemente de quem venha a ser seus adversários, ocorre que uma possível derrota seria o fim triste e melancólico de uma carreira política com ilhas de vitórias cercadas de derrotas por todos os lados e a vitória não seria mais que um prêmio de consolação para quem sonhou a vida inteira em chegar a presidência e mais uma vez teria que assistir a campanha pela televisão, forçadamente vendo sua derrota por WO.
 

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Com a faca e o queijo na mão

Com a faca e o queijo na mão
A menos que ocorra uma hecatombe ou uma tragédia de proporções apocalípticas, Dilma Roussef deve ser eleita a primeira presidente do país. Pelo menos um ano atrás já se discutia que isso seria quase o mais provável: ela teria o queijo e a faca na mão, só não ganharia se fizesse muito esforço para isso. A equação é muito mais simples do que qualquer previsão de mãe de santo: o governo Lula tem tachas de aprovação extraordinárias, apenas cerca de cinco por cento do eleitorado percebe seu governo como ruim ou péssimo; o atual presidente é o político mais carismático da história recente e, mais que isso, é talvez o maior mito vivo de que se tem notícia na América do Sul – Maradona talvez seja seu único concorrente. Soma-se a isso o fato de não ter havido, efetivamente, oposição ao governo nos dois últimos mandatos e a vantagem de ele ter sido antecedido por um governo que terminou em crises, inclusive de popularidade. Lula poderia eleger um fusca amarelo? Não se pode duvidar! O certo é que Dilma  e o  PT só poderia m perder para eles mesmos e todas as canalhices, abusos e bobagens dos petistas parecem ser ainda insuficientes para isso.