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terça-feira, 19 de junho de 2012

Bandidos e mocinhos

Bandidos e mocinhos

Quando crianças, aprendemos que o bem e o mau formam realidades distintas e antagônicas; em nossa infância o mundo se divide entre heróis e vilões, entre bandidos e mocinhos. Felizmente, quando crescemos tendemos a abandonar essa visão simplista e vemos que o mundo é mais complexo e que policiais e bandidos muitas vezes atuam juntos, de um mesmo lado. No post anterior disse que bandidos se escondem sob a farda de policiais, mas teve quem preferiu ler que eu teria dito que policiais são bandidos ou que eu fazia apologia ao crime; pode ser uma leitura equivocada, pode ser, então vou facilitar a leitura pois o que digo não é simples preconceito e o que exponho não são ideias que surgiram do nada. Desconfio sim da ação da polícia baiana na greve pois é a própria Secretaria de Segurança Pública quem põe policiais sob suspeita; quem acusa as milícias de praticarem matança é o setor de inteligência da Polícia Civil e quem diz com todas as letras que grupos paramilitares se aproveitaram da greve para matar quem estava incomodando foi o senhor Arthur Gallas, diretor do Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa. Se existem críticas à atuação da polícia não é por maniqueísmo infantil, a violência policial não é criticada só por quem defende bandidos, mas por instituições importantes como a ONU e a Anistia Internacional que afirmam que a violência policial é um dos principais problemas de violação aos direitos humanos no Brasil; Continue lendo


terça-feira, 13 de setembro de 2011

Crimes sem castigo

Crimes sem castigo

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Na falta de uma oposição minimamente consistente a base aliada parece se esforçar diariamente para atrapalhar o governo Dilma; entre escândalos de corrupção e incompetências, os partidos que sustentam o governo cavam os buracos nos quais pedem para serem sepultados. Não é, contudo, a má sorte ou o desígnio divino que explicam as seguidas crises, os problemas do governo começaram antes mesmo da posse da presidente, mais exatamente na composição das forças partidárias na partilha dos ministérios e cargos de alto escalão. Na busca de apoio e vantagens oficializou-se o jogo do toma lá-da-cá, o apoio partidário em troca de cargos e parcelas de poder. A escolha dos ministros foi negociada em balcões, nenhum critério técnico, nenhuma competência foi exigida, Dilma simplesmente aceitou nomes em troca de apoio; deu no que deu. Não há novidade na corrupção mas, por anos, a população apenas imaginava as vantagens dos homens do poder e pensava nas sofisticadas estratégias de corrupção e desvios de verbas públicas, hoje já não sabemos se esses homens são tão idiotas que já não conseguem esconder seus desvios ou se são tão autoconfiantes que já não se esforçam para esconder seus crimes. Cai um sobe outro. Ocorre que os partidos e seus homens parecem ter definitivamente perdido qualquer vergonha ou então chegaram a acreditar na mais completa leniência da sociedade, as precauções mais óbvias foram esquecidas como se o apadrinhamento fosse suficiente para esconder os erros mais primários. O custo disso será pago, primeiro pela população depois pelo governo.
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