Bandidos e mocinhos
Quando crianças, aprendemos que o bem e o mau formam realidades distintas e antagônicas; em nossa infância o mundo se divide entre heróis e vilões, entre bandidos e mocinhos. Felizmente, quando crescemos tendemos a abandonar essa visão simplista e vemos que o mundo é mais complexo e que policiais e bandidos muitas vezes atuam juntos, de um mesmo lado. No post anterior disse que bandidos se escondem sob a farda de policiais, mas teve quem preferiu ler que eu teria dito que policiais são bandidos ou que eu fazia apologia ao crime; pode ser uma leitura equivocada, pode ser, então vou facilitar a leitura pois o que digo não é simples preconceito e o que exponho não são ideias que surgiram do nada. Desconfio sim da ação da polícia baiana na greve pois é a própria Secretaria de Segurança Pública quem põe policiais sob suspeita; quem acusa as milícias de praticarem matança é o setor de inteligência da Polícia Civil e quem diz com todas as letras que grupos paramilitares se aproveitaram da greve para matar quem estava incomodando foi o senhor Arthur Gallas, diretor do Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa. Se existem críticas à atuação da polícia não é por maniqueísmo infantil, a violência policial não é criticada só por quem defende bandidos, mas por instituições importantes como a ONU e a Anistia Internacional que afirmam que a violência policial é um dos principais problemas de violação aos direitos humanos no Brasil; Continue lendo

