O
futebol está morrendo, seus dias estão contados. Mas enquanto definha ele
sangra dinheiro. Não é apenas uma morte anunciada é uma morte estudada e programada,
o futebol está morrendo porque isso representa ganhos bilionários. Por
lucro querem transformar estádios em teatros, jogadores em mocinhos de novela,
camisetas em espaço publicitário... Erros estúpidos de quem não sabe que o
futebol que ocorre no gramado é apenas um detalhe diante do espetáculo maior
que ocorre de fato nas arquibancadas e nas ruas, nas almas dos torcedores e nas
suas lutas contra o inexplicável, contra o sobrenatural. Querem calar o
espírito do futebol, querem que ele fique sentado e quieto, que ele seja um
espetáculo de marketing, tão caro quanto frio. Os burocratas odeiam o cheiro do
povão, eles querem novas arenas, ingressos caros, assentos marcados, jogadores
cheirosos e times vendidos, são contra as bandeiras, contra as faixas, contra
os instrumentos, contra a festa e a alegria, contra o circo dos pobres, pensam
que futebol pode ser como uma ópera. Não entendem os bestalhões que a paixão do
futebol está no fato de que o espetáculo não se encerra num palco ou que o
palco da torcida é muito maior que o do gramado. Continue lendo...