terça-feira, 25 de junho de 2013

Marcha das trevas

Marcha das trevas
 
A quem serve a Marcha para Jesus, por que e para quem marcham centenas de milhares de pessoas? A Marcha não é para Jesus e pouco ou nada tem a ver com fé, é um ato político, é uma manifestação para demonstrar poder, os evangélicos querem defender suas ideias e interesses; seria bom para todos se eles fizessem isso às claras pois a multidão que lota as ruas mal sabe o que faz ali.  Entre as igrejas evangélicas podemos encontrar alguns dos grupos criminosos mais bem organizadas do país, não é difícil encontrar alguma igreja importante que tenha envolvimento com esquemas de lavagem de dinheiro ou sonegação fiscal, enriquecimento ilícito, estelionato ou falsidade ideológica; é o caso da Renascer, principal organizadora do evento, cujos líderes, bispa Sônia e apóstolo Hernandes, foram presos nos Estados Unidos e respondem a diversos processos na justiça brasileira. Igrejas como a Universal, a Mundial ou a Internacional, para não citar as intergalácticas, são impérios econômicos que disputam um mercado de fé bilionário e se apresentam como grupos políticos com enorme poder de influência na agenda nacional. A maioria dos líderes das mais importantes igrejas evangélicas quer um Estado teocrático... Continue lendo
 


que restrinja as liberdades individuais em nome de suas crenças, desejam dominar a vida coletiva, determinando o certo e o errado, o bom e o ruim, o justo e o injusto e tudo o mais que envolve ideias, crenças e comportamentos. Manifestações como a Marcha utilizam os fiéis como massa de manobra para defender o que há de mais conservador e reacionário na política brasileira política, para lutar contra a laicidade do Estado, contra os direitos dos homossexuais e contra as liberdades individuais. Esses que vão para as ruas são chamados a votar em representantes de suas igrejas; e votam, a bancada evangélica é uma das maiores do Congresso.  Da bancada evangélica saíram alguns dos piores vermes da política nacional como Natan Donadon e Marco Feliciano. Representantes dessa bancada respondem por diversos crimes, que vão da sonegação de impostos à formação de quadrilha, do peculato à improbidade administrativa, do abuso do poder econômico em eleições ao estelionato, da lavagem de dinheiro à falsificação de documentos. Dos 73 deputados que formam a bancada evangélica, 23 respondem a processos, isso apenas no Supremo Tribunal Federal. Roubam, iludem e exploram em nome de Deus. Não fosse heresia poderíamos dizer que quando a Marcha vai às ruas Jesus deve se revirar no túmulo.