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Qual o peso de um político que se torna o principal líder da oposição e que numa única eleição recebe mais de quarenta milhões de votos? Facilmente poderíamos dizer que seu peso é enorme, não fosse esse político José Serra. Mesmo obtendo mais de 40% dos votos nas últimas eleições presidenciais o tucano saiu fragilizado da campanha, foi abandonado pelo seu partido, que não o deseja para 2014 e só tem espaço na mídia quando aparece em velórios ou dá palpites furados sobre o Palmeiras, seu time. Não foi a campanha patética, que conseguiu desagradar mais os aliados que os inimigos, que tirou Serra do jogo, foi o seu projeto pessoal auto-centrado: Serra confia nele e em mais ninguém e por isso quer ter as rédeas do jogo e o poder concentrado em suas mãos; tudo o que os seus possíveis aliados não querem. A política não é o terreno onde se cultiva amizades mas onde se plantam alianças para se colher benefícios; Serra não cultiva amizades, não planta alianças, o estranho é entender como chegou a ser o líder da oposição – o que só é possível num partido de caciques. Se o jogo eleitoral está aberto, para a oposição ele é carta para uma outra jogada, seu caminho mais provável seria o da disputa pela prefeitura de São Paulo, onde ainda até poderia entrar como franco favorito – apesar da alta taxa de rejeição e independentemente de quem venha a ser seus adversários, ocorre que uma possível derrota seria o fim triste e melancólico de uma carreira política com ilhas de vitórias cercadas de derrotas por todos os lados e a vitória não seria mais que um prêmio de consolação para quem sonhou a vida inteira em chegar a presidência e mais uma vez teria que assistir a campanha pela televisão, forçadamente vendo sua derrota por WO.
