Marcha soldado
A Marcha para Jesus não é para Jesus e pouco ou nada tem a ver com fé.
Para um cristão não há duvida: o cristo, assim como Deus, está em todos os
lugares e tudo vê, não há sentido teológico reunir dezenas ou centenas de
milhares de pessoas para manifestar uma crença que é essencialmente individual.
A Marcha é antes de tudo um ato político e como tal uma manifestação de poder,
e não há nada de errado nisso, os evangélicos com qualquer outro grupo social
tem o direito de se manifestar e defender suas ideias e interesses; mas, por
coerência, poderiam ser honestos e assumir o que estão fazendo e o que
efetivamente querem. Os soldados que marcham, os cabeças de papel, acreditam
que se marcharem direito ganharão o reino dos céus; mas os comandantes do
exército conhecem bem a guerra e as estratégias para vencê-la. Entre as igrejas
evangélicas podemos encontrar alguns dos grupos criminosos mais bem organizadas
do país, não é difícil encontrar alguma igreja importante que tenha
envolvimento com esquemas de lavagem de dinheiro ou sonegação fiscal,
enriquecimento ilícito, estelionato ou falsidade ideológica; é o caso da
Renascer, principal organizadora do evento, cujos líderes, bispa Sônia e
apóstolo Hernandes, foram presos nos Estados Unidos e respondem a diversos
processos na justiça brasileira. Continue lendo
Igrejas como a Universal, a Mundial ou a Internacional da Graça, para não citar as intergalácticas, são impérios econômicos que disputam um mercado de fé bilionário e se apresentam como grupos políticos com enorme poder de influência na agenda nacional, como escrevi aqui em um outro texto, a maioria dos líderes das mais importantes igrejas evangélicas querem um Estado teocrático que restrinja as liberdades individuais em nome de suas crenças, desejam dominar a vida coletiva, determinando o certo e o errado, o bom e o ruim, o justo e o injusto, o belo e o feio e tudo o mais que envolvesse ideias, crenças e comportamentos. Não fosse heresia poderíamos dizer que Jesus deve estar se revirando no túmulo.
Igrejas como a Universal, a Mundial ou a Internacional da Graça, para não citar as intergalácticas, são impérios econômicos que disputam um mercado de fé bilionário e se apresentam como grupos políticos com enorme poder de influência na agenda nacional, como escrevi aqui em um outro texto, a maioria dos líderes das mais importantes igrejas evangélicas querem um Estado teocrático que restrinja as liberdades individuais em nome de suas crenças, desejam dominar a vida coletiva, determinando o certo e o errado, o bom e o ruim, o justo e o injusto, o belo e o feio e tudo o mais que envolvesse ideias, crenças e comportamentos. Não fosse heresia poderíamos dizer que Jesus deve estar se revirando no túmulo.
