O sistema educacional brasileiro é um dos piores do mundo, todos sabem; e se conformam. Com o tempo e a experiência tendemos a nos conformar com as coisas mais absurdas. A mim, já não causa espanto saber que ao entrar numa sala de ensino superior irei me deparar com uma parcela significativa de alunos que são analfabetos funcionais, o que me espanta é a hipocrisia que envolve a questão e a cumplicidade de todos para manter a situação. A mediocridade busca o caminho mais fácil, todos culpam os governos e ninguém assume suas responsabilidades. Todos mentem, enganam ou se calam e assim o ambiente se torna agradável. Estudantes se enganam em segredo, sabem que não sabem, sabem que não aprendem, talvez não desejassem estar na condição em que estão mas preferem o silêncio; como, sem parecer arrogante ou cruel, como dizer a um aluno universitário que o nível de leitura dele é equivalente ao que se espera de um aluno de quinta série? Os professores, esses geralmente são covardes, preferem relações baseadas em bajulação mútua e não gostam de comprar conflitos; em instituições privadas costumam se transformar em representantes das instituições que lhes pagam os salários e se transformam em vendedores de sonhos, mentem para vender ilusões. Continue lendo
As faculdades e universidades são empresas, buscam lucros com seus alunos-clientes e para isso manipulam dados, escondem informações e vendem esperanças para no fim jogar a responsabilidade sobre a qualidade do produto no aluno-consumidor. Todos culpam os governos e as heranças dos níveis anteriores de formação e assim ninguém assume culpas ou responsabilidades, ninguém mexe no vespeiro. É fato que o sistema educacional faz com que os alunos cheguem ao ensino superior com extraordinárias deficiências, e não apenas em relação a conteúdos. Apenas 3% dos alunos têm bons conhecimentos em matemática, menos de um quarto dos alunos consegue ler um texto adequadamente, conhecimentos de filosofia, química ou biologia quase nada. Nas aulas de inglês, oito anos de verbo to be para nada, e o pior, não se aprende a aprender e a escola mata a curiosidade; na faculdade o professor pede um trabalho e o aluno ainda copia o texto da Wikipedia. A busca por conhecimentos em qualquer espaço exige esforços e ninguém está interessado nisso, brasileiro acredita na sorte, imagina que informação só é útil quando é ferramenta para conquistar dinheiro e os alunos frequentam cursos na busca de diploma que lhes dê status. Se os vendedores de ilusão são canalhas que agem de má-fé os alunos consumidores são estúpidos compradores de mentiras que se deixam iludir não apenas pela incapacidade de separar o sonho da realidade mas também pela intenção de estar como vendedor do outro lado do balcão; um erro, pois num mercado de canalhas, quem quiser comprar sonhos pode levar desilusões.
As faculdades e universidades são empresas, buscam lucros com seus alunos-clientes e para isso manipulam dados, escondem informações e vendem esperanças para no fim jogar a responsabilidade sobre a qualidade do produto no aluno-consumidor. Todos culpam os governos e as heranças dos níveis anteriores de formação e assim ninguém assume culpas ou responsabilidades, ninguém mexe no vespeiro. É fato que o sistema educacional faz com que os alunos cheguem ao ensino superior com extraordinárias deficiências, e não apenas em relação a conteúdos. Apenas 3% dos alunos têm bons conhecimentos em matemática, menos de um quarto dos alunos consegue ler um texto adequadamente, conhecimentos de filosofia, química ou biologia quase nada. Nas aulas de inglês, oito anos de verbo to be para nada, e o pior, não se aprende a aprender e a escola mata a curiosidade; na faculdade o professor pede um trabalho e o aluno ainda copia o texto da Wikipedia. A busca por conhecimentos em qualquer espaço exige esforços e ninguém está interessado nisso, brasileiro acredita na sorte, imagina que informação só é útil quando é ferramenta para conquistar dinheiro e os alunos frequentam cursos na busca de diploma que lhes dê status. Se os vendedores de ilusão são canalhas que agem de má-fé os alunos consumidores são estúpidos compradores de mentiras que se deixam iludir não apenas pela incapacidade de separar o sonho da realidade mas também pela intenção de estar como vendedor do outro lado do balcão; um erro, pois num mercado de canalhas, quem quiser comprar sonhos pode levar desilusões.
